Dar formação específica aos técnicos que compõem o núcleo criativo e executivo da organização, de forma a disseminar a mesma para voluntários. Criar protocolos e parcerias com organizações internacionais que permitam o cruzamento de dinâmicas, a integração e representação dos seus modelos de trabalho no nosso país. Integrar parcerias e consórcios que permitam criar uma conjugação de esforços e consequente força negocial tendente à obtenção de fundos e ao reconhecimento da utilidade desta abordagem (nomeadamente a criação de associações transnacionais para o sector). Adequar os conhecimentos específicos de base dos nossos técnicos e voluntários à realidade europeia atual, promovendo ações de formação específicas no âmbito das competências linguísticas.
O projeto surgiu da necessidade de aumentar continuamente a qualidade das respostas dos Estabelecimentos Prisionais Portugueses (EP), nomeadamente das equipas técnicas do sector da educação não formal e do sector do voluntariado, nas áreas específicas de intervenção sociocultural e artística. Desta forma procurou-se o desenvolvimento contínuo desta qualidade permite como forma de apoiar a conceção e implementação de programas mais diversificados, que contribuam de forma mais abrangente para o processo de ressocialização dos reclusos. Do conhecimento de cerca de 18 anos da Cultiv no meio prisional resultou a avaliação de que existiam ausências de resposta social no relacionamento entre detidos e os seus familiares, sobretudo com as crianças. As oportunidades criadas surgiram como forma de colmatar a falta de conhecimento nesta área, através do contacto direto com entidades que desenvolvem iniciativas deste âmbito, com outras que fornecem formação complementar relevante, bem como o conhecimento in loco da realidade de diversos países (quer onde este tipo de ação já está em implementação, quer aqueles onde ainda se sente falta de resposta). Em paralelo, pretendeu-se criar uma rede europeia de colaboração entre organização similares.