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Challenge Labels & Appearance...Reach Out!

2020-3-PT02-KA105-0073132020Youth mobilityfinalized
Countries: PT|EL|CZ|TR · Grant: €43,974.4
Youth (Participation, Youth Work, Youth Policy)Social dialogueInclusion - equity

Objectives

Um dos maiores desafios europeus atuais está relacionado com o diálogo pacífico entre as diferentes culturas, principalmente as que coexistem no mesmo espaço. De facto, este diálogo é muitas vezes problemático, sobretudo para grupos étnicos, refugiados e migrantes que, em qualquer território, como minoria, têm um espaço menor e debilitado no diálogo, esperando-se deles que façam todo o esforço de «se incluir» a si mesmos. Mas, o conceito de inclusão transcende o foco no indivíduo, exigindo da sociedade e das instituições uma autoanálise direcionada à ação, que lhes permita aceitar suas falhas, rever os seus comportamentos que impedem o desenvolvimento de uma sociedade promotora da inclusão e da igualdade. Esta autoanálise - em termos pessoais e sociais - traduz-se na capacidade de identificar não só comportamentos discriminatórios - claramente censurados na sociedade - mas, sobretudo, o racismo invisível, pela sua natureza velada e socialmente normalizada. Esta invisibilidade traduz-se em comportamentos nocivos, (microagressões) que, embora enraizados na mesma mentalidade discriminatória, são considerados normais e aceitáveis, por serem ambíguos e breves, cujas consequências parecem insignificantes à partida. Contudo, são estes comportamentos que tornam difícil ou impossível o diálogo honesto e a cooperação. Assim, é fundamental atuar dentro da cultura dominante para que a inclusão e o diálogo entre os pares sejam assumidos em pé de igualdade, olho no olho. Não basta que o discurso oficial seja inclusivo quando na realidade, na vida quotidiana, nas interações espontâneas, permanece a discriminação velada. É fulcral formar profissionais e organizações – com conhecimentos, ferramentas e estratégias – para atuarem na sua comunidade entre os jovens e assumirem-se como atores de mudança; é fundamental que os jovens compreendam o seu comportamento em relação à diversidade e como muitas vezes este contradiz seu discurso e promove microagressões. Só através desta dupla intervenção, é possível promover a mudança social na nossa sociedade: através do papel consciente, interveniente e denunciador das organizações e da juventude. Neste contexto surgiu o CLARO! que apresentou os seguintes objetivos: a) Capacitar 24 profissionais da juventude para uma melhor intervenção em relação à inclusão junto dos jovens através da ENF; b) Capacitar jovens das comunidades para a adoção de comportamentos mais conscientes e inclusivos em relação à diversidade, permitindo-lhes adquirir competências enquanto atores de mudança para o diálogo interpessoal e cultural; c) Criar 4 métodos baseadas na ENF para o reconhecimento do racismo invisível e para a consciencialização sobre comportamentos exclusivos e sua mudança; d) Promover o diálogo intercultural – saudável e profícuo - entre 40 jovens e 8 GL de diferentes partes da Europa em torno do tema da inclusão; e) Capacitar os jovens para o empreendedorismo, envolvendo-os em todas as fases do CLARO!; f) Consolidar a dimensão europeia, otimizar as metodologias de intervenção junto dos jovens e os processos de gestão de projetos das organizações envolvidas através da partilha de boas práticas;

Project partners (4)