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Action for Inclusion

2021-1-PT02-KA153-YOU-0000123642021Mobility of youth workersfinalizedGood practice
Countries: PT|ES|IT|LT|PL|EL|CZ · Grant: €25,912
Creativity, arts and cultureInclusion of marginalised young peoplePreventing racism and discrimination

Objectives

"Nada é mais deficiente que o preconceito e nada é mais eficiente que o amor”. Val Marques. A inclusão social trabalha-se em diferentes fases, sendo elas conhecer, compreender, aceitar, inserir e envolver. A inclusão não é só o ato de incluir e pronto. Inclusão é cooperação, é ajudar e estar lá para os mais vulneráveis, quando necessário. Também é respeito, devemos respeitar as diferenças e facilitar as coisas para derrubar as barreiras da desigualdade. Inclusão é a valorização das diferenças, todos nós temos diferenças e sempre temos algo para aprender uns com os outros. Inclusão é melhoria, melhoria para todos nós. Atualmente, cerca de 80 milhões de pessoas na União Europeia, um sexto da sua população, são portadores de deficiência. São, com frequência, impedidos de usufruir de uma participação social e económica plena, devido a barreiras relacionadas com as atitudes e o respetivo contexto. Além disso, a taxa de pobreza entre as pessoas com deficiência é 70% superior à média. Embora os Estados-Membros sejam os principais responsáveis pelas medidas tomadas em matéria de deficiência, a União Europeia complementa as suas ações e cria condições para um maior progresso, e visa, com isto, garantir que todas as pessoas com deficiência possam utilizar o seu direito humano básico à inclusão activa e à participação plena na sociedade. Cerca de 53% dos europeus consideram que a discriminação com base na deficiência ou na idade está disseminada na União Europeia. A Comissão garante a plena implementação da diretiva da União Europeia que promove a diversidade e combate a discriminação através de atividades de consciencialização ao nível nacional e da União, além de promover o trabalho das organizações não governamentais nessa área. O tema da deficiência deve ser visto de forma mais ampla, e as lutas pelos direitos não devem ser travadas apenas por aqueles que a vivenciam de perto. Devemos ver essa discussão como uma oportunidade de avaliar alguns valores humanos, como a resiliência e a empatia. Através da prática artística, é possível abrir espaço para absorver os ensinamentos do mundo e melhorar o convívio em sociedade, respeitando as diferenças, os limites e características de cada um, sem reduzir a maioria das pessoas a estereótipos. A arte ajuda a expressar o que não se consegue apenas com palavras. Como ser coletivo o ser humano não somente aprecia o objeto de criação como também deseja que outros apreciem, tal ensejo humano denota na arte o aspeto de coletividade. Esse caráter transformador e inclusivo da arte constitui- se numa ferramenta para trabalhar com pessoas com deficiência e para a sua inclusão, pois este público possui especificidades que nos reportam a um novo olhar para metodologias diferenciadas. Ao explorar o caráter metodológico da arte encontramos também um fator socializante, sendo a socialização uma ferramenta imprescindível para que haja a aquisição da inclusão social. Um dos objetivos principais deste projeto passava pela criação de uma performance que fosse uma mescla de expressões artísticas, que pudesse proporcionar aos participantes e aos espectadores realizar uma viagem pelo mundo de jovens especiais, através da dança, movimento, música e narração da história em interação constante com o público. A performance foi focada na história de uma criança com uma deficiência e tinha como objetivo dar a conhecer estas crianças para que seja possível criarem laços de amizade com os outros. A experiência performativa inclusiva baseia-se numa pedagogia vivencial em que o público participa na criação do produto final. O processo é visto como uma ferramenta essencial da aquisição de competências para promover a vivência harmoniosa com a diferença, ferramenta que poderá influenciar significativamente o trabalho regular dos youth workers. Foi promovido o vivenciar, partilhar, sentir e transmitir numa construção conjunta em que todos tinham uma participação ativa e "especial". Após uma profunda exploração desta temática, que contou com técnicas diversas que ajudaram os youth workers a compreenderem o lado do outro, o seu papel nas interações sociais e as diferentes formas de resolver questões sociais; os participantes tiveram uma visão diferente da realidade destas pessoas, dos problemas com que se deparam, das suas expetativas e medos, mas, principalmente, do papel que podem ter na integração efetiva destas pessoas na comunidade enquanto trabalhadores da juventude e agentes ativos de uma mudança de mentalidades. Este projeto tem como propósito colocar todos os intervenientes em diálogo e possibilitar um tempo e espaço para partilha e contribuição para a construção de uma sociedade mais inclusiva e surge numa perspetiva de (in)formação, sensibilização, promoção e partilha de boas práticas.

Project partners (7)