O projeto Stronger Minds (SM) foi uma formação com a duração de seis dias, sendo dois dias de viagens, destinado a técnicos de juventude/facilitadores/voluntários das organizações que trabalhavam com jovens, vindos de oito países, onde o objetivo principal foi fornecer ferramentas e dotar de métodos de educação não formal e informal, na área da saúde mental e bem estar, através da criação de um espaço de aprendizagem harmonioso para uma sociedade pacífica e sustentável, onde o respeito, a cooperação, a igualdade e a proatividade coexistissem. Oferecendo e contribuindo para o crescimento pessoal e profissional dos vários e dando prioridade a participantes com menos oportunidades, para que estes tenham acesso a uma formação de qualidade, com o apoio do programa Erasmus+. Como objetivos secundários deste projetos, pretendíamos melhorar o conhecimento sobre as particularidades psicológicas dos jovens, desenvolver as competências dos técnicos de juventude/facilitadores (conhecimento, competências e atitudes) sobre como construir resiliência, promover o bem-estar e a saúde mental através do Mindfulness, inteligência emocional, comunicação não violenta e métodos baseados na natureza. Compreender a importância de envolver e promover a participação ativa para a saúde mental/bem-estar nos jovens com menos oportunidades e promover o conhecimento sobre políticas europeias no campo da saúde mental. Os trabalhadores juvenis/facilitadores encontravam dificuldades em lidar com jovens com problemas psicológicos, precisavam trabalhar as suas competências e adquirir novas ferramentas para trabalhar com estes jovens a promoção do bem-estar e prevenção das possíveis consequências dos problemas psicológicos. Ao mesmo tempo, precisavam adquirir novas competências para melhorar também a sua saúde mental/bem-estar, melhorar o ambiente no seu local de trabalho para que pudessem desempenhar o seu trabalho com mais qualidade e melhorar o trabalho das suas organizações. Sabíamos que havia um número significativo e crescente de jovens europeus que tinham problemas de saúde mental, relacionados com o alto nível de stress, ansiedade, depressão, agravados pelas dificuldades que enfrentavam em encontrar emprego, a incerteza do futuro em relação ao futuro profissional e a consequências da COVID-19, já que nesta altura havia uma grande incerteza em relação ao futuro. A ideia deste projeto surgiu através de reuniões que fomos realizando com as organizações de envio dos nossos voluntários do Corpo Europeu de Solidariedade (CES). Ao fazer o acompanhamento dos voluntários, fomos percebendo que teríamos de trabalhar a saúde mental e o bem-estar destes jovens, com mais profundidade para dar uma resposta adequada, percebemos que apesar das diferenças destes jovens os problemas eram os mesmos. A importância e dimensão deste projeto aumentou drasticamente quando enfrentamos a COVID-19, que teve um impacto contínuo na saúde mental e bem-estar em todas as idades, especialmente nos jovens. Os jovens sentiram-se perdidos, confusos e isolados devido às várias restrições impostas por cada país e reconheceram que havia a necessidade de construir resiliência interna e que havia uma necessidade crescente que os ajudasse a permanecer seguros internamente, independentemente das consequências externas. A evidência mostrou que quase 40,4% do grupo jovem tinha uma tendência a ter problemas psicológicos devido à disseminação do vírus (Liang, L., e outros, 2020). Globalmente, estima-se que aproximadamente 20% dos jovens tenham experimentado uma condição de saúde mental a cada ano (Patel, Flisher e outros, 2007; Fundo das Nações Unidas para a Infância, 2012). Na Região Europeia da Organização Mundial da Saúde, a depressão e os transtornos de ansiedade estavam entre as cinco principais causas de doença entre crianças e adolescentes. O suicídio é a principal causa de morte entre os jovens de 10 a 19 anos em países com baixo e médio nível de vida, e a segunda causa em países com alto nível de vida. Assim o SM pretendia responder a esta problemática, tendo em conta que naquele momento não existiam muitos projetos e verificamos poucos trabalhavam o desenvolvimento de competências nos trabalhadores juvenis/facilitadores para lidar e apoiar os jovens que precisavam de apoio. Assim surgiu a ideia em conjunto com os nossos parceiros de escrever o SM.