Numa Europa em que existe liberdade de circulação de pessoas, bens e serviços, o comboio continua a ser um meio de transporte pouco democrático. O que não deixa de ser um paradoxo, tendo em conta a transição energética e a actual crise climática, que exige a promoção de meios de transporte mais sustentáveis. Nesse sentido, os comboios têm dificuldade em serem verdadeiramente europeus, com várias falhas, nomeadamente a nível da bitola, das correntes eléctricas utilizadas e até na diferença da sinalização. O nosso intercâmbio europeu de jovens "Grand European Express" quis alertar precisamente para isso. Ou seja, além da urgência que é em adoptarmos comportamentos mais verdes, especialmente no que diz respeito à mobilidade, a rede ferroviária no continente europeu continua a necessitar de um investimento forte, integrado e articulado entre todos os países. Depois de 2021 ter sido precisamente o Ano Europeu do Transporte Ferroviário, urge continuar esta sensibilização e consciencialização. Foi esse o ponto de partida para o nosso projecto: alterar esse paradigma, alertar para as desigualdades dentro do projecto europeu (entre países membros e países terceiros) e sensibilizar para a maior sustentabilidade ambiental deste meio de transporte. O projecto "Grand European Express" foi assim um intercâmbio itinerante, que passou por 4 países europeus em 11 dias, entre membros da UE, candidatos e parceiros, reunindo 33 jovens de 6 países diferentes (Portugal, Grécia, Sérvia, Macedónia do Norte, Islândia e Bulgária). Sendo assim, os objectivos do intercâmbio foram: - a promoção do comboio como meio de transporte mais sustentável e amigo do ambiente; - a sensibilização para a cidadania europeia, para os valores europeus e, em particular, para o Espaço Schengen; - a sensibilização para a necessidade de uma transição energética justa e rápida; - a promoção dos valores da inclusão, da solidariedade, da tolerância, dos direitos humanos e do diálogo multicultural; - a promoção de uma acção climática mais consciente e activa; - a promoção da educação não-formal como ferramenta para a aquisição de competências pessoais e profissionais; - a promoção do programa Erasmus+.