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Deconstructing the Stigma about Mental Health

2023-1-PT02-KA153-YOU-0001399172023Mobility of youth workersongoing
Countries: PT|RO|EL|LT|EE|IT|ES|LV|SK|HR · Grant: €27,794
Physical and mental health, well-beingQuality and innovation of youth work

Objectives

> MOTIVAÇÃO E IDEIA Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), no seu relatório WHO European Framework for Action on Mental Health 2021–2025, a saúde mental é considerada “an integral part of an individual's capacity to think, emote, interact with others, earn a living and enjoy life.”. Infelizmente, a era pós-Covid e o desenrolar da guerra trouxeram (e vão continuar a trazer) desafios particularmente difíceis às vidas das pessoas que influem intensa e negativamente na sua saúde mental. Sabemos que uma em cada quatro pessoas vai ter um problema de saúde mental ao longo da vida. Por todo o Mundo milhares de pessoas enfrentam quotidianamente este desafio. Muitas delas não sabem o que fazer e a quem recorrer. Além do desafio interno que é lidar com problemas do foro da saúde mental, acresce um dos maiores desafios no que concerne a este campo – o do estigma. Este estigma pode ser a dois níveis. Por um lado, temos o estigma público, os estereótipos e a discriminação exercida pela população em geral. Estes estereótipos incluem crenças de que as pessoas são responsáveis pelos seus problemas de saúde mental ou que aqueles com doença mental são mais propensos a serem perigosos. Por outro lado, o autoinfligido (auto-estigma), que acontece quando alguém com doença mental aplica a si mesmo as opiniões públicas negativas. Muitas vezes, acreditam que são indignos ou deveriam ser capazes de controlar os sintomas através da sua força de vontade. Quando alguém assume crenças como estas, é fácil sentir-se isolado, incompreendido, ou considerar-se um desfavorecido. Combater os desafios da saúde mental e os estigmas associados é um caminho difícil e conturbado. Mais conturbado este fica quando trabalhamos com a população jovem. Os jovens, que estão a moldar a sua personalidade, quando vivenciam problemas de saúde mental, acabam por ter dificuldade de aceitação e, por consequência, em procurar apoio. Sentem-se diferentes, desintegrados e com um receio constante do julgamento alheio. Segundo a OMS, com base no mesmo relatório, acresce que “Exposure to adverse experiences and situations in the formative periods of childhood and adolescence (…) can have damaging effects on the development of cognitive and emotional skills and affect mental well-being many years into the future.”. Por isso, a nossa ideia é esta – combater preventiva e interventivamente o problema social do estigma associado à saúde mental através da capacitação dos técnicos de juventude de modo a que possam apoiar os jovens com problemas de saúde mental e/ou que lidem, no seu ciclo de socialização, com elementos nesta situação. > NECESSIDADES Face ao exposto, verificamos necessidades comuns entre as organizações participantes e no trabalho que desenvolvem com os jovens na sua dinâmica diária: - Necessidade de estabelecer oportunidades de capacitação dos técnicos de juventude, de qualidade e baseadas na aprendizagem entre pares, para que consigam inovar e melhorar no trabalho com os jovens, sobretudo no campo da saúde mental; - Necessidade de criar oportunidades de prevenção e intervenção sobre a saúde mental junto dos jovens, recorrendo a métodos não formais, inclusivos e voluntários; - Necessidade de criar visibilidade sobre o tema, de sensibilizar e de quebrar o estigma e o tabu associado à saúde mental junto da população (jovem, técnicos e comunidade); - Necessidade de criar uma rede europeia para a prevenção e intervenção sobre a saúde mental, de modo a ativar partes, conectar agentes e instituições e gerar impactos na promoção de uma saúde mental positiva. Estas necessidades, no seu conjunto, visam trabalhar a inclusão social, como finalidade core. Ao capacitarmos os técnicos para uma melhorada ação junto dos jovens e ao conseguirmos que os jovens (e a comunidade em geral) fiquem mais conscientes da importância de agir em prol da saúde mental, asseguramos um caminho mais inclusivo para todos, onde reina a tolerância e a compreensão, a entreajuda e a não discriminação. > OBJETIVOS Para concretizar a nossa ideia e responder às necessidades supramencionadas, quisemos alcançar como objetivos: >> Geral - Combater o estigma na saúde mental, em particular, junto da população jovem. >> Específicos - Capacitar técnicos de juventude, mediante uma oportunidade de aprendizagem não formal, com vista à melhoria do seu trabalho na juventude; - Fomentar uma oportunidade de mobilidade assente na partilha e no conhecimento entre pares, de modo a reforçar a ação dos técnicos de juventude e das organizações; - Utilizar a educação não formal como metodologia de capacitação e de desenvolvimento juvenil; - Promover o desenvolvimento de resultados de qualidade, aptos a serem utilizados em panorama europeu e no setor da juventude; - Promover a interligação entre agentes e instituições, de modo a criar conhecimento e sensibilizar para a saúde mental e a gerar novas iniciativas neste campo.

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