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TWIST: Thriving With Integrated Support and Teaching

2023-3-PT02-KA152-YOU-0001824092023Mobility of young peopleongoing
Countries: PT|ES|UA|CZ|RO|MK · Grant: €30,531
Inclusion of marginalised young peopleNew learning and teaching methods and approachesKey competences development

Objectives

PROBLEMA E NECESSIDADES É inegável que as nossas experiências de vida condicionam e influenciam o nosso caminho. Inúmeros estudos, dados estatísticos e bibliografias demonstram que as experiências traumáticas e as vivências vulneráveis afetam profundamente o bem-estar emocional, o comportamento, a concentração, a capacidade de relacionamento, a capacidade de aprendizagem, o posicionamento, etc., enfim, o desenvolvimento em geral e as oportunidades dos jovens. Por exemplo: de acordo com um estudo realizado por Anda et al. (1998), “experiências traumáticas na infância têm sido consistentemente associadas a uma ampla gama de desfechos adversos na vida adulta, incluindo insucesso escolar, comportamentos de risco, desemprego e uma maior vulnerabilidade a problemas de saúde mental". De acordo com Smith et. al. (2016), “jovens expostos a episódios de violência familiar durante a infância frequentemente enfrentam dificuldades significativas, manifestando-se em comportamentos de risco (…). Além disso, essa exposição aumenta a probabilidade de desemprego e insucesso em áreas académicas e profissionais na vida adulta”. Portanto, conseguimos facilmente perceber que jovens em situação de vulnerabilidade (por ex., com dificuldades económicas; negligenciados; com episódios de violência e/ou abusos; migrantes; que passaram por perdas e/ou lidam com problemas de saúde grave na família, etc.), tendem a ter maior dificuldade em vingar na sociedade, o que contribui para que exista um elevado número de jovens em situação de pobreza e/ou exclusão social (21,6% em 2022), jovens NEET (12% em 2022), jovens em situação de abandono escolar (1 em cada 10 jovens abandonou cedo de mais a escola), jovens desempregados (6,3% em 2022), etc. – dados do Eurostat, relativos a jovens da UE entre os 15-29 anos. Em tudo na vida, não nos podemos esquecer que cada jovem tem a sua individualidade, as suas experiências e a sua história de vida e que estas afetam todo o seu percurso e, por isso, devem ser consideradas. Isto aplica-se também ao processo educativo (formal e não formal). Se a educação desempenha um papel fundamental na capacitação dos jovens e na sua preparação para enfrentar os desafios que surgem, existe a necessidade de garantir que as necessidades e desafios específicos e complexos de cada jovem são considerados no processo de aprendizagem. Só com uma resposta individualizada, ajustada à realidade de cada um, é que conseguimos garantir que o processo educativo é, de facto, inclusivo e equitativo. Sabemos, no entanto, que isto nem sempre é feito e, não raras vezes, os jovens são tratados como se fossem todos idênticos uns aos outros. Ao negligenciar as necessidades e desafios individuais de cada um, o sistema educacional não falha apenas em apoiar adequadamente cada um deles, como também perpetua um ciclo de desvantagens e marginalização, condicionando a sua oportunidade de sucesso e perpetuando situações atuais e potenciais de exclusão (social e educativa e, no futuro, profissional). Importa, por isso, mudar esta realidade e garantir que a história de vida de cada jovem e a sua individualidade é considerada no processo de aprendizagem, contribuindo para erradicar atuais e potenciais situações de exclusão. Este é o problema social sobre o qual queremos intervir e que nos motivou a propor este projeto. IDEIA Com o objetivo de ajudar a colmatar a desvantagem educacional oferecemos aos jovens uma oportunidade única e transformadora de empoderamento por via da interculturalidade. Seguindo a educação não formal e os princípios da “Trauma Informed Education and Care”, oferecemos ferramentas de introspeção para que os próprios jovens pudessem compreender e aceitar o seu percurso, melhorar as suas competências relacionadas com inteligência emocional e melhorar as competências sociais – tudo isto com vista à sua autonomia e ao sucesso (social e escolar e, no futuro, profissional). Em termos práticos, utilizamos o storytelling para que, por um lado, os jovens pudessem compreender que a sua história de vida é válida e poderosa e para que, por outro, pudessem conhecer jovens de outros países que enfrentam desafios semelhantes. A verbalização e a materialização das suas histórias de vida (por ex., através das artes) ajudou-os a compreender os fatores de risco que os prejudicam, bem como os fatores de proteção que os podem ajudar a construir futuros de sucesso. OBJETIVOS Objetivo geral foi: contribuir para a inclusão dos jovens. Objetivos específicos foram: » Apoiar os jovens na compreensão acerca do seu percurso e dos desafios que enfrentam; » Empoderar os jovens através do desenvolvimento de competências; » Promover a interculturalidade e a cooperação entre jovens de diferentes países (para que, juntos, encontrem um novo rumo).

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