O principal propósito da implementação deste projeto foi promover a sensibilidade cultural de uma forma vivida e experiencial, recorrendo à criatividade, ao jogo e a ligações humanas autênticas entre jovens de diferentes países. Num contexto social e migratório cada vez mais complexo, o intercâmbio procurou criar um espaço seguro e inclusivo onde os participantes pudessem expressar-se criativamente e desenvolver competências cruciais para acolher o outro sem preconceitos. Os objetivos específicos delineados e alcançados pelo projeto estruturaram-se em dois eixos fundamentais: - Procurou-se potenciar o contacto direto e a aproximação entre as comunidades locais e as populações migrantes/refugiadas. Esta metodologia serviu como uma ferramenta poderosa para a aceitação mútua, desconstrução de estereótipos e combate ao discurso de ódio e à discriminação. O projeto visou combater o sentimento de exclusão e o consequente isolamento que muitos jovens migrantes enfrentam ao chegar a uma nova comunidade de acolhimento. O intercâmbio colocou a população jovem — especialmente aqueles em situação de maior vulnerabilidade social ou com menos oportunidades — no centro da ação. Através de metodologias de educação não-formal e experiencial (como o teatro de improvisação inspirado em Viola Spolin e práticas reflexivas), os participantes adquiriram e reforçaram competências essenciais tais como: Escuta ativa e empática (embodied listening); Autoconsciência, empatia e reciprocidade; Autoestima, autoconfiança e capacidade de iniciativa/colaboração intercultural. Capacitação para o futuro e efeito multiplicador: Pretendeu-se que este envolvimento ativo preparasse os jovens para assegurar um futuro mais humano e inclusivo , empoderando-os a agir como verdadeiros embaixadores da sensibilidade cultural. Dessa forma, tornaram-se agentes capazes de replicar e levar os valores da abertura, da tolerância, da compreensão mútua e da solidariedade de volta para as suas próprias comunidades locais.